Como desabafotelegram da blaze apostasDiego Rosa e lutatelegram da blaze apostasThiago Ribeiro alertam para cuidados com a saúde mental

Aos 21 anos, volante do Bahia cogitou abandonar o futebol ao ser vaiado dentrotelegram da blaze apostascampo. Já atacante venceu a depressão após oito anos. Especialistas discutem tabu, causas e tratamento

Por Gabrielle Gomes e Tiago Lemos — Salvador


O futebol profissional é uma carreira considerada curta, que pode durar no máximo 15 anos, ou, nos casos mais longevos, ultrapassar duas décadas. Recentemente, no entanto, um jogador brasileiro pensoutelegram da blaze apostasdesistir da profissão aos 21 anos, após ter sido vaiadotelegram da blaze apostascampo. Foi o casotelegram da blaze apostasDiego Rosa, volante do Bahia que muito antestelegram da blaze apostasvirar jogador profissional já precisava lidar com a alta expectativa.

Janeiro Branco: Jogadores e especialistas debatem depressão e ansiedade no futebol

O desabafotelegram da blaze apostasDiego Rosa aconteceutelegram da blaze apostaspleno Janeiro Branco, mêstelegram da blaze apostasconscientização sobre a saúde mental. O relato do volante através das redes sociais chama a atenção para os cuidados diantetelegram da blaze apostasum ambiente nocivo e que pode implicar no futuro dos atletas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país da América Latina com mais casostelegram da blaze apostasdepressão. O mapeamento aponta que 5,8% da população sofre com a doença, o que equivale a 11,7 milhõestelegram da blaze apostaspessoas.

"Caso Diego Rosa" reforça debate sobre saúde mental no esporte — Foto: Letícia Martins / EC Bahia / Divulgação

No mundo da bola, um estudotelegram da blaze apostas2020, da Federação Internacional dos Jogadores Profissionaistelegram da blaze apostasFutebol (FIFPro), indica que 38% dos jogadorestelegram da blaze apostasfuteboltelegram da blaze apostasalto nível sofremtelegram da blaze apostasdepressão ou ansiedade. Em um elenco com 25 atletas, três deles podem relatar esses problemas.

Um deles foi Thiago Ribeiro, atacante com passagem por grandes clubes do Brasil como São Paulo, Santos, Atlético-MG e Bahia, alémtelegram da blaze apostasCagliari, da Itália. Donotelegram da blaze apostasuma carreiratelegram da blaze apostassucesso, com título Mundial, ele foi mais uma vítimatelegram da blaze apostasuma doença silenciosa: a depressão.

"Perdi peso, massa muscular, percebi que a resistência que sempre tive foi afetada, a minha explosão. Perdi o raciocínio", recorda.

Thiago Ribeiro atualmente tem 37 anos e defende o Catanduva, clube que disputa a terceira divisão paulista. Ele lutou por oito anos contra a depressão até se recuperar plenamente.

Thiago Ribeiro fala sobre tratamentos e continuidade da carreira

telegram da blaze apostas Um pedidotelegram da blaze apostasajuda

Diego Rosa após derrota do Bahia para o Jequié — Foto: Redes Sociais

Já no casotelegram da blaze apostasDiego Rosa, ele foi tratado como uma joia nas categoriastelegram da blaze apostasbase e vendido ao Grupo City por R$ 30 milhõestelegram da blaze apostas2020, quando tinha 20 anos. O volante passou por clubestelegram da blaze apostasmenor expressão na Bélgica etelegram da blaze apostasPortugal, sem grande brilho, até chegar ao Bahia,telegram da blaze apostas2023. Na equipe baiana, porém, não se firmou e conviveu com as críticas da torcida. O episódio mais doloroso aconteceu com as vaias no dia 18telegram da blaze apostasjaneiro deste ano, na derrota por 1 a 0 para o Itabuna, estreia da equipe na temporada.

"Venho informar que hoje foi meu último jogo como jogador".

Quem é Diego Rosa? Veja alguns lances dele pelo Bahia

Michelle Rizkalla, psicóloga do esporte e com passagem pelo Bahia, e Cássio Silveira, psiquiatra, alertam que o desabafotelegram da blaze apostasDiego Rosa foi um pedidotelegram da blaze apostasajuda.

"O atleta foi preparado para esconder sofrimento, para esconder os seus sentimentos. Então, o atleta vai suportando, chega no clube com sorriso, mas a alma ferida", diz Michelle Rizkalla.

- Quando a gente vê um desabafo, é um pedidotelegram da blaze apostasajuda: “Olha, eu não estou conseguindo lidar com isso, e eu precisotelegram da blaze apostasajuda. Estou precisandotelegram da blaze apostasajuda”. E, nesse contexto, a gente precisa, sim, acolher esse jovem - completa Silveira.

Michelle Rizkalla explica que muitos jogadores são preparados para esconder os sofrimentos emocionaistelegram da blaze apostasveztelegram da blaze apostasbuscar tratá-los. Por isso, observá-los no dia a dia é fundamental.

- A gente não consegue enxergar a alma. A gente começa a identificar o comportamento estranho. Ele pode estar mais agressivo no treino, pode estar sozinho numa refeição no refeitório constantemente, pode não te olhar no olho, fugirtelegram da blaze apostasvocê quando quer estabelecer vínculo. Para chegar a esse ponto, é porque ele está sofrendo há muito tempo. E a gente precisa estar atento a esses outros comportamentos que podem sugerir isso. Você acompanha o atletatelegram da blaze apostastodatelegram da blaze apostasrotina, nos locais, nos jogos. E você vai identificando, levantando necessidades.

Após o desabafotelegram da blaze apostasDiego Rosa, o Bahia publicou uma nota na qual garantiu suporte e atenção ao jogador, que voltou a campo no jogo seguinte da equipe e balançou as redes no empate com o Atléticotelegram da blaze apostasAlagoinhas.

A psicóloga Michelle Rizkalla trabalhou no “ano zero” do Grupo City à frente do futebol do Bahia. Ela conta que, dentre os objetivos, buscou facilitar adaptaçõestelegram da blaze apostasum clube repletotelegram da blaze apostasnovos processos. Além disso, existia a pressão do rendimento esportivo, resultado da alta expectativa e da situação do time, que lutou contra o rebaixamento até a última rodada do Campeonato Brasileiro.

A minha tentativa era criar, com todos os profissionais, um ambiente saudável e acolhedor para esse grupo que estava tendo derrotas, sofrendo críticas lá fora, mas que precisava ser bem recebido lá dentro, como se fosse uma blindagem, um acolhimento".
— Michelle Rizkalla
Danilo Fernandes celebra permanência do Bahia na última rodada do Campeonato Brasileiro — Foto: Gabrielle Gomes

telegram da blaze apostas Outros casos

Existem diferentes trabalhos dentrotelegram da blaze apostasum clube voltados para a saúde mental dos atletas. No Bahia, um outro jogador que precisoutelegram da blaze apostasajuda para se adaptar foi o jovem lateral-esquerdo Jhoanner Chávez, equatoriano que chegou aos 20 anos, como maior contratação do clube à época, por R$ 18 milhões. A expectativa da torcida foi grande, mas o atleta não rendeu o esperado.

- O que eu posso dizer do Chávez, que fica muito claro para todo mundo, é que o Chávez sofreu uma pressão muito grande por parte da torcida. O Chávez tinha um histórico esportivotelegram da blaze apostasnão ter saídotelegram da blaze apostasseu país. Então, era tudo muito novo para ele - explicou Michelle Rizkalla.

Chávez comemora único gol pelo Bahia,telegram da blaze apostasjogo da Copa do Nordeste 2023 — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Chávez sofreu críticas contundentes, alémtelegram da blaze apostasameaças, o que dificultou o seu processotelegram da blaze apostasadaptação no Tricolor. O lateral disputou 29 jogos e, atualmente, está emprestado ao Lens, da França.

“Foi uma questão da gerência, do clube entender que o lugar que adoece a gente talvez não seja o lugar que cura a gente”, disse a especialista.

Atletas felizes performam melhor. E falar das emoções não é fraqueza, não é vulnerabilidade. Muitas das vezes é se libertartelegram da blaze apostasfantasmas, esclarecer e organizar internamente aquilo que pode me fazer render mais, ser mais feliz. É ter cuidado com a pessoa".
— Michelle Rizkalla

telegram da blaze apostas Atenção na formação

Diego Rosa cogitou abandonar o futebol após ser vaiado — Foto: Tiago Caldas / EC Bahia / Divulgação

De acordo com a Organização Mundialtelegram da blaze apostasSaúde, metade dos problemastelegram da blaze apostassaúde mental aparece quando os pacientes estão próximostelegram da blaze apostascompletar 14 anos. Em comum, os casostelegram da blaze apostasDiego Rosa e Chávez têm o curto momento enquanto atleta profissional.

Aos 23 anos, o goleiro Adriel, do Bahia, também precisou buscar ajuda ainda quando atuava pelo Grêmio. Ele contou com o trabalhotelegram da blaze apostasprofissionais capacitados e também com uma redetelegram da blaze apostasapoio, que, atualmente, faz questãotelegram da blaze apostasoferecer aos mais jovens.

- Já passei por isso, sei qual é a importânciatelegram da blaze apostasse cuidar mentalmente, não só fisicamente. Procurar um profissional, se cuidar. Eu passei muitas dificuldades quando saí do Grêmio, que tive um pequeno problema. Mas ali eu procurei me cuidar, conversar com pessoas especializadas. É muito importante ter esse cuidado.

"Eu procuro métodos para passar para os meninos,telegram da blaze apostasreconhecer qual é a importância desse cuidado, que muitas vezes aparece como a pessoa ter vergonha, achar que é uma fraqueza. Mas é importante demais. A gente está aqui para ajudar. Não só eu, mas todo o corpo técnico sabe dessa importância", disse Adriel em entrevista coletivatelegram da blaze apostasjaneiro.

Diante dessa realidade, Michelle Rizkalla aponta que a preocupação com a saúde mental dos atletas dentro dos clubes deve começar cedo.

- Nós estimulamos miniaturastelegram da blaze apostasadulto na base. A gente tem a base como formadora, mas, na prática, a gente tem exigências como se eles estivessem sendo preparados para resultados e vitórias.

"Essa fase do desenvolvimento desses atletas na base é a fase da consolidação e da construção da personalidade, das crençastelegram da blaze apostasautoestima, da confiança, da crençatelegram da blaze apostascapacidade,telegram da blaze apostasmerecimento".

De acordo com a especialista, o clube precisa implementar uma culturatelegram da blaze apostasacolhimento que envolva todos e vá além da preocupação com o desempenho dentrotelegram da blaze apostascampo.

- Começando pelos gestores, que precisam comprar essa ideiatelegram da blaze apostasque o atleta não é herói, principalmente os miniatletas, os atletastelegram da blaze apostasbase. E que isso seja divulgado e feito com que os profissionais sejam chamados e convencidos para que o papel deles não é só saber se o garoto joga bem. Mas também se ele está feliz, se aquilo está tendo impacto na autoestima dele, na autoconfiança dele,telegram da blaze apostascomo ele se enxerga,telegram da blaze apostascomo ele sente que ele é capaz para sairtelegram da blaze apostasuma situação adversa.

O psiquiatra Cássio Silveira alerta que, ao ser tratado como herói, o atleta cria resistênciatelegram da blaze apostasprocurar ajuda.

- Acaba que, nesse esporte, no futebol, se tem muito ideiatelegram da blaze apostasque os atletas precisam ter uma mentalidade blindada, que são fortes. Às vezes a gente esquece que eles também são seres humanos, que têm fraquezas, que têm dificuldades, que têm altos e baixos - complementou Silveira.

telegram da blaze apostas Sintomas e como buscar ajuda

Thiago Ribeirotelegram da blaze apostasentrevista ao ge — Foto: Reprodução/TV Bahia

Engana-se quem imagina que a depressão surja a partirtelegram da blaze apostasum grande trauma ou motivo aparente. No caso do atacante Thiago Ribeiro, o problema começoutelegram da blaze apostasforma repentina.

- Eu não estava passando por nenhum problema na minha vida, nem na área profissional, nem minha na vida pessoal. Estava jogando no Santos, tudo indo bem, e, simplesmente, repentinamente, comecei a me sentir triste, desanimado. Uma angústia, sensação muito ruim que tomava contatelegram da blaze apostasmim - lembra o atacante.

A psicóloga Michelle Rizkalla conta que entre os sintomas mais comuns relacionados aos problemastelegram da blaze apostassaúde mental está a ansiedade, que pode ser manifestada por sudorese nas mãos, tremor e aceleração dos batimentos cardíacos. Em níveis elevados, por pressão na nuca, antecipaçãotelegram da blaze apostascenários negativos e pensamentos ruins do passado. Dentrotelegram da blaze apostascampo, pode resultartelegram da blaze apostaserros e baixa performance.

- Se manifestatelegram da blaze apostaserros repetitivos,telegram da blaze apostasum atleta estar com a bola e não fazer um passe tão simples [por exemplo]. Mas existem muitas formastelegram da blaze apostasser manifestada na prática. Uma agressividadetelegram da blaze apostascampo, comportamento mais violento, uma constante reclamação com o juiz. Isso tudo, pontualmente, não diz nada, mas para o psicólogo que acompanha aquele atleta, dentrotelegram da blaze apostasum contexto que ele tem informações do que aquele atleta está vivendo e é repetido, você já começa a acender um sinaltelegram da blaze apostasavaliação que necessita um olhar mais apurado.

Psicóloga Michelle Rizkalla revela sintomas e consequências dos problemas mentais

Outro ponto que Rizkalla destaca é a importânciatelegram da blaze apostasnão “diagnosticar para rotular”. Muito além disso, é fundamental trabalhar soluções e envolver as pessoas do clube no processotelegram da blaze apostasrecuperação do atleta. Se o trabalho na agremiação esportiva não for suficiente, talvez seja a horatelegram da blaze apostasbuscar ajuda psiquiátrica.

- A depressão excede o níveltelegram da blaze apostastristeza, paralisa, faz o atleta, o ser humano perder um pouco o sentido. Olhar para o futuro e ver que não tem esperança no futuro. Quando esses sintomas são repetitivos e começam a prejudicar a vida do sujeito, a gente precisa dar mais atenção. Existem testes que confirmam uma observação. Uma vez confirmada, precisa encaminhar, dependendo do diagnóstico, para um psiquiatra - explicou.

Atualmente, no caso dos maiores clubes do estado, o Bahia possui psicólogotelegram da blaze apostasseu quadrotelegram da blaze apostasfuncionários, enquanto o Vitória busca a contrataçãotelegram da blaze apostasum profissional da área.

Michelle Rizkalla indica pontos relevantes para serem trabalhadores dentro dos clubes:

  • 1. Atletas precisam encorajar colegas a lidar com a saúde mental:

"Aquele atleta que já passou por isso e tenha um conhecimento, hoje, mais apurado do que seja a psicologia, o tratamento, fale sobre suas emoções, divulgue, se exponha e seja inspiração e salve outros atletas disso".

  • 2. Saúde mental precisa ser cultivada nos clubes. Não é apenas dever do psicólogo:

"Incentivar essa cultura para gestores, para líderes, para profissionais que cuidam desses atletas para que o ambiente seja saudável".

  • 3. Contrataçãotelegram da blaze apostasprofissionais especializados e experientes no futebol:

"Cada modalidade tem atelegram da blaze apostascaracterística, tem atelegram da blaze apostasespecificidade. Em cada modalidade o processotelegram da blaze apostasadoecimento psíquico pode acontecertelegram da blaze apostasuma forma".

  • 4. Conscientização que vulnerabilidade não é fraqueza:

"Falartelegram da blaze apostasemoções é uma grande vantagem competitiva, assim como ensinar esses atletas a reconhecer e identificar sinaistelegram da blaze apostasque alguma coisa não vai bem, isso é o mais importante"

telegram da blaze apostas Tabutelegram da blaze apostasbusca por ajuda

Um dos tratamentos para cuidar da saúde mental é a busca da consulta por um psiquiatra, mas o tabu sobre o tema freia o tratamentotelegram da blaze apostasalguns casos. No mundo do futebol, inclusive, essa resistência pode ser maior,telegram da blaze apostasacordo com o psiquiatra Cássio Silveira.

- Falar abertamente sobe esse tema, na sociedade geral, já é um tabu. Falar com os atletas profissionais, um jogadortelegram da blaze apostasfutebol, é um tabu ainda maior. Muitas vezes não falam sobre isso com medotelegram da blaze apostasterem preconceito,telegram da blaze apostaster uma diminuiçãotelegram da blaze apostasoportunidade na carreira,telegram da blaze apostasir para o bancotelegram da blaze apostasreservas,telegram da blaze apostasperder contrato com patrocinadores. Acabam não buscando ajuda, tentando resolver por si próprio. Às vezes acabam agravando esses sintomas. E quando vão buscar ajuda, é quando, às vezes, há um prejuízo muito intenso - explicou Silveira.

Psiquiatra Cássio Silveira abre o jogo sobre os tabus relacionados aos problemas mentais

Outro receio que pode impedir os jogadorestelegram da blaze apostasfutebol a buscar ajuda psiquiátrica está relacionado às reações aos medicamentos, algo que pode ser explicado durante uma simples consulta. O mais importante,telegram da blaze apostasacordo com Silveira, é o "efeito terapêutico" que o tratamento pode trazer ao jogador.

- As pessoas melhoraram com o tratamento. É importante que elas busquem ajuda quando têm necessidade. Nem todos os pacientes que precisamtelegram da blaze apostasajuda vão precisar, necessariamente,telegram da blaze apostasremédios. Precisamtelegram da blaze apostasorientação, precisamtelegram da blaze apostasapoio, acolhimento. É muito difícil você estar passando por uma crisetelegram da blaze apostasansiedade. Acha que vai morrer, que a vida vai acabar. Quando você vai a uma consulta, conversa com um profissional, ele explica que você está tendo uma crisetelegram da blaze apostasansiedade. Isso tem tratamento. Você não vai morrer, tem como tratar - iniciou o médico.

A gente pode usar medicamento para acabar a crise, terapia para tentar qual gatilho foi despertado. Na maioria das vezes o paciente sai se sentindo melhor. Isso, por si só, já é terapêutico".
— Cássio Silveira

O psiquiatra Cássio Silveira também explica que o jogador profissional não precisa temer ser reprovado no exame antidoping se tiver que fazer tratamento com medicamentos para cuidar da saúde mental. O departamento médico do clube deve estar ciente do que é receitado e dialogar com o psiquiatra para encontrar a melhor solução.

- Isso tudo é regulamentado. O próprio médico do clube tem que estar atento à substância, ao princípio ativo propriamente dito. Mas, às vezes, o incipiente que é feito o comprimido pode ter alguma substância que possa ser proibida. Então, todo esse contato que é feito com o profissional tem que ser feito mediante uma conversa com o departamento médico do clube. A grande maioria das medicações não aumenta o desempenho. Elas conseguem colocar o atleta num níveltelegram da blaze apostascompetitividade, que ele fique no mesmo nível.

telegram da blaze apostas "Hoje vivo uma vida 100% normal"

Thiago Ribeirotelegram da blaze apostastreino do Catanduva — Foto: Tamires Estruzani/Catanduva FC

Oito anos. Um período que dá para disputar duas Copas do Mundo ou dois Jogos Olímpicos. Um totaltelegram da blaze apostas2.922 dias se contados os anos bissextos. Esse foi o tempo que o atacante Thiago Ribeiro lutou contra a depressão.

A depressão acompanhou o jogador durante as passagens por Santos, Atlético-MG e Bahia. Mas foi no time baiano que sofreu com maior quedatelegram da blaze apostasperformance.

- O clube, realmente, que eu não consegui render devido a esses problemas foi o Bahia. Passei uma temporada. Depoistelegram da blaze apostastrês meses lá, acabei sendo afastado do time, fiquei praticamente uns seis meses afastado, treinandotelegram da blaze apostasseparado. Nos três meses que estive com o grupo, treinando e participando dos jogos, o meu rendimento foi muito abaixo do que poderia entregar. Isso acabou resultando no meu afastamento porque as pessoas no Bahia não tinham noção desse problema que eu enfrentava.

Thiago Ribeiro deixou claro, no entanto, que preferiu não falar sobre o assunto enquanto defendeu o Tricolor, clube no qual disputou 23 jogos e fez dois gols.

- No Atlético-MG e Bahia eu procurava não falar muito a respeito. Como o pessoal não acompanhou o início do problema, pensavatelegram da blaze apostasficar na minha, que não adiantava falar algo que, às vezes, as pessoas não vão entender. Eu preferi guardar para mim. Não fiquei falando muitas coisas para jogadores, comissão técnica. Entendi que era um problema que eu tinha que solucionar, pedindo força a Deus.

Thiago Ribeiro à época do Bahia — Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / E.C. Bahia

Thiago Ribeiro passou por psicologia e psiquiatriatelegram da blaze apostasbusca da cura da depressão. Atualmente, ele não faz mais usotelegram da blaze apostasmedicamentos e também não precisatelegram da blaze apostasacompanhamento médico, nem psicológico. Recuperado e vivendo uma vida "100% normal", Thiago Ribeiro pensa, inclusive,telegram da blaze apostasjogar profissionalmente até os 40, 41 anos.

- Há muitos anos não tenho mais acompanhamento. Hoje vivo uma vida 100% normal, como vivia antes do problema. Tenho 37 anos. Vou treinar com a mesma alegria que tinha quando tinha 20 anos, vou para os jogos com a mesma alegria. Me sinto bem fisicamente, estoutelegram da blaze apostasatividade. Quero jogar mais uns três, quatro anostelegram da blaze apostasalto nível. O meu corpo vai determinar até quando posso jogar [...]. Eu me sinto ainda um garoto, com motivação para jogar. Me alimento bem, consigo dormir bem. Tem alguns anos que não tenho acompanhamento. Graças a Deus superei esse problema.

telegram da blaze apostas Redetelegram da blaze apostasapoio é fundamental

Thiago Ribeiro foi homenageado com anel pelo título mundial do São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal

Além do tratamento médico, Thiago Ribeiro contou comtelegram da blaze apostasfé e com o apoio familiar etelegram da blaze apostasamigos para combater a depressão.

- Creiotelegram da blaze apostasDeus, sou cristão, coloquei essa fételegram da blaze apostasprática. Acreditei que aquele momento ruim não iria durar para sempre, que eu iria lutar e iria superar. Essa fé foi fundamental para sair daquela situação - iniciou o atacante.

"Tive apoio da minha esposa, dos meus pais, amigos, da família e pessoas próximas. Isso é outra coisa que considero muito importante", complementou.

Já recuperado, o atacante aproveita para ajudar quem tem passado por problemas que afetam a saúde mental. O jogador se tornou redetelegram da blaze apostasapoiotelegram da blaze apostasoutras pessoas por meio das redes sociais.

Procuro dar palavratelegram da blaze apostasapoio, dizendo que ela não está sozinha. Sempre procuro dizer para as pessoas que, quando estamos passando por esse problema, parece que vai durar para sempre. E dou o meu exemplo".

- Digo para lembrartelegram da blaze apostasquem essa pessoa era antes dos problemas, que é isso que tem que ter na mente. Digo que você é uma pessoa normal, que vai viver uma vida normal e que esse problema é passageiro. Que traga na memória os bons momentos que viveu antes do problema. Isso é o que vai motivar e dar força para superar e voltar a viver uma vida como antigamente - complementou Thiago Ribeiro.

telegram da blaze apostas "Viver uma vida normal"

Thiago Ribeiro, atacante ex-São Paulo, Cruzeiro, Santos e Atlético-MG, está recuperado da depressão e atuando profissionalmente — Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das pessoas que vivem com a saúde mental abalada ainda não tiveram a mesma oportunidade que Thiago Ribeiro, ou seja,telegram da blaze apostasfazer um tratamento qualificado.

O jogador buscou o caminho do cuidado e deu a volta por cima. Um exemplo para muitos outros jogadores e pessoastelegram da blaze apostasque a busca por ajuda é fundamental.

- Não precisa ter receiotelegram da blaze apostasprocurar ajuda. Procure ajudatelegram da blaze apostasum psicólogo, psiquiatra. Não só quem tem depressão, mas quem tem problemas no dia a dia pode ter acompanhamento. Isso ajuda bastante. E o principal é acreditar, ter fételegram da blaze apostasDeus que vai superar. E trazer na memória os bons momentos que viveu. Quando você alimenta coisas boas, é isso que vai te dar forças e ajudar a viver uma vida normal. Então, é acreditar que vai superar - conclui o atacante.

telegram da blaze apostas Tratamento pelo SUS

A Redetelegram da blaze apostasAtenção Psicossocial (Raps), do Sistema Únicotelegram da blaze apostasSaúde, foi criada para cuidar das demandas relacionadas à saúde mental. Os principais atendimentos são realizados nos Centrostelegram da blaze apostasAtenção Psicossocial (Caps). Para ter acesso, é necessário procurar uma unidade básicatelegram da blaze apostassaúde mais próxima.

Salvador também conta com um pronto-atendimento psiquiátrico que funciona no 5° Centrotelegram da blaze apostasSaúde Clementino Fraga, alémtelegram da blaze apostasduas Unidadestelegram da blaze apostasPronto Atendimento (UPA). Todos esses locais funcionam por 24 horas.